Terça-feira, Outubro 16, 2007

Pega um, pega geral

Sim, Tropa de Elite, tecnicamente é um bom filme. Em produção, direção e atuação. E cala a boca, Mainardi, senão o caveirão vai te pegar!
Roteiro competente, bom para fazer-nos enxergar o processo que envolve o tráfico no geral: sociedade que consome, garotos entrando para o negócio, polícia corrupta, Bope distribuindo tortura para conter o crime. No Brasil do tráfico, saí do filme com a sensação de que é muito triste pensar que é esta a forma utilizada de combater o crime: práticas de tortura e opressão, as mesmas desde a idade média, ou antes. Difícil. Me pegou. Geral. Que lástima, Charlie Brown.

Mais manifestações sobre.

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Películas atuais

A Comédia do Poder
De Claude Chabrol - amém, para quem não viu Madame Bovary é lindo - com Isabelle Huppert - amém também, minha deusa! O filme é ótimo, roteiro ótimo, direção ótima, elenco ótimo, tudo ótimo. O filme narra a história real da corrupção em uma empresa francesa, tendo Isabelle como a juiza mandona que faz e desfaz no filme. Incrível observar como o diretor com primor mostra o cerco se fechando para a juiza, cujo único desejo é ver todos os ladrões na cadeia. Vá ver!



Medos privados em lugares públicos
Sabe aquele filme legal e divertido onde os personagens têm suas mini histórias e em algum momento do filme tudo se cruza? Pois é, esse filme é desse tipo. Bem interessante, original e meio lírico, único ponto que me perturbou foi ficar esperando o filme todo alguma reviravolta acontecer e nada acontece. É, talvez como um bom filme francês.



Paris, Te amo.
Um filme fofucho, traduzido em 18 curtas com diretores renomados. Se não tiver saco para ver todos os curtas, veja pelo menos o dos Irmãos Coen. O de Walter Salles e Daniela Thomas achei bem normalzinho, para não dizer bobo.



Harry Potter e a Ordem da Fênix
Bacana! Do meio para frente principalmente, o filme tem uma mensagem linda no final e todos os efeitos especiais valem muuuito. Adoro Dumbledore, sou suspeita para falar, mas a briga dele com Voldemort é a melhor seqüência do filme. Vá ver!

Quinta-feira, Agosto 09, 2007

Caê

É por essas e outras que eu adoro esse cara...

Para haver Paz

Para haver paz no mundo,
deve haver paz nas nações.

Para haver paz nas nações,
deve haver paz nas cidades.

Para haver paz nas cidades,
deve haver paz entre vizinhos.

Para haver paz entre vizinhos,
deve haver paz em casa.

Para haver paz em casa,
deve haver paz no coração.


Lao-Tsé (século VI)

Quinta-feira, Agosto 02, 2007

Back to 1981

Adoooooooooooro redescobrir músicas anos 70 e 80, não sei porque hoje em dia tidas como bregas. Esta é um exemplo do sumo da bossa, com direito a reco-reco e refrão fácil de guardar: Zizi Possi, Caminhos de Sol. Se alguém souber como coloco o .mp3 aqui para ser ouvido, favor me instruir.



"Te amo e o tempo não varreu isso de mim... Por isso estou partido e tão forte assim... O amor fez parte de tudo-uuuuu que nos guiooouuu..."

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Estante Virtual

Estante Virtual, único site onde encontrei O Livro dos Abraços, do Eduardo Galleano para comprar. Vai a dica!

Terça-feira, Julho 10, 2007

Quando Éramos Reis

Ainda que tarde, assisti no domingo ao excelente documentário, que já ganhou até Oscar, "Quando éramos reis". O filme retrata um momento da vida de Cassius Clay, o boxer Muhammad Ali, para muitos o melhor esportista do mundo, logo após sua recusa em servir a guerra do Vietnã, o que lhe causou um tempo na prisão e a perda do título de campeão mundial e seu retorno ao ringue na luta clássica no Zaire, em 1974, contra o George Foreman - sim, aquele do gril! Poderia ser um filme de boxe, porém trata-se de um documentário sobre racismo e a posição política de Ali contra os EUA, decorrente da descriminação sofrida pelos negros no país. Trechos de relatos e entrevistas mostram um Clay valente, ativo, sarcástico, debochado, marqueteiro e inteligente, disposto a todo custo em combater Foreman, como se Foreman representasse a América e Clay a África. A luta clássica foi realizada em meio a um festival de música no Zaire, onde outros negros se reuniram como B.B. King e James Brown. Vale ver!

Sexta-feira, Julho 06, 2007

Geraaaldo!

Se tem um cara que eu gosto desses lá de cima é o pernambucano Geraldo Azevedo. Afffff, como ele é bom. Nas rodinhas de violão, era comum ouvir aquela música Táxi Lunar, "Apenas apanhei, na beira-mar, um táxi pra estação lunar...", ou então o povo o conhece daquele cd O Grande Encontro, com Elba Ramalho e Zé Ramalho, onde ele toca e canta Bicho de 7 Cabeças. Mas, para mim, as músicas mais bonitas de Geraldo são Inclinações Musicais, Dia Branco e também Moça Bonita, composta com Capinan. Ai, como são lindas...

Encontrei Inclinações Musicais no podcast de um internauta para você poder ouvir. É muito bonita, versão orquestrada. Tudo!











Inclinações Musicais
(Geraldo Azevedo/Renato Rocha)

Quem inventou o amor
Teve certamente inclinações musicais
Quantas canções parecidas
E tão desiguais
Como as coisas da vida
Coisas que são parecidas
Feito impressões digitais
No violão essa mesma subida
Na voz a rima de sempre
Coração essa mesma batida
Que bate tão diferente
Quando acontece na gente
O mesmo amor
É um amor diferente demais
Quem inventou o amor
Teve certamente inclinações musicais

Terça-feira, Julho 03, 2007

Rebento na Casa

Dentro de mim há uma estrelinha pulsante, um minúsculo ser provocando uma revolução. Meu primeiro rebento, já com 5 semanas.
Mamãe te ama, imenso, pra sempre.

Rebento - Gilberto Gil

Rebento, substantivo abstrato
O ato, a criação, o seu momento
Como uma estrela nova e o seu barato
Que só Deus sabe lá no firmamento

Rebento, tudo que nasce é rebento
Tudo que brota, que vinga, que medra
Rebento raro como flor na pedra
Rebento farto como trigo ao vento
Outras vezes rebento simplesmente

No presente do indicativo
Como a corrente de um cão furioso
Como as mãos de um lavrador ativo
Às vezes mesmo perigosamente
Como acidente em forno radioativo
Às vezes só porque fico nervoso, rebento
Às vezes somente porque estou vivo

Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento
Rebento, o coração dizendo "bata"
A cada bofetão do sofrimento
Rebento, esse trovão dentro da mata

E a imensidão do som
E a imensidão do som desse momento

Ouça em Gil -Luminoso, aqui

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Minha outra irmã

É mais ou menos assim, eu tenho uma irmã que não é meu sangue, mas é como se fosse. Nós somos parecidas, até no sobrenome. E acontece uma coisa divertida quando passamos 3 ou 4 anos sem nos encontrarmos: quando nos vemos é como se ela estivesse todo tempo aqui, morando no quarto do lado. Não paramos de rir das coisas absurdas e das sérias também, contamos histórias e rimos de novo. Nós gostamos de rir. Acho que porque a vida é boa quando temos uma amiga irmã e ficamos alegres por isso. Depois de muito tempo longe, ela sempre volta com um presentinho. Dessa vez, voltou com um site com o trabalho lindo que ela fez em suas andanças. São imagens que ela descobriu por aí e transformou em presentinhos digitais. E está dando o que falar porque ela é fantástica, além de querida irmã. Pode ver o site todo, eu deixo, ela fez para você também! Embora tenha sido feito especialmente para mim! Ieheheheh! Enjoy your trip...